segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ando querendo muitas coisas.
Tenho tido pouco tempo para realizar a tantas delas... ah! mas quem liga!?
Desculpem-me aqueles que muito querem e se matam para tudo realizar... não tenho tido tempo para fazer as coisas que devo, logo prás que quero tenho menos tempo ainda, mas quer saber?! eu não me importo. Porque o que me tem tido mais valor é a cosquinha sublime de poder projetar.
Para um ano tão tenso, só dele estar tomando jeito de terminar em sonhos já tá bom por demais!
Se eu não quero realizar? Mas é claro! só que ultimamente os projetos bem delineados e bem saboreados antes de realizados têm feito bem mais sentido.
Bom, eu não sei se isso tem haver com o avanço do tempo, que torna as coisas menos urgentes, mas seja pelo que for, tô achando massa essa sensação de cabeça em estágio de elaboração.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

idas e vindas


idas, vindas... idas de novo... às vezes com uma demora danada, mas sempre e sempre hão de haver novas vindas.
o mas importante entre todas as coisas, quaisquer que sejam elas, é a mudança interna que há, no curto ou longo espaço de tempo, entre o ir e o vir.
Tudo mudou. Já não há mais o antes... ele se foi e tudo o que havia de ser dele, o antes consigo levou.
Claro que percebo as mudanças, mas não logo de cara... e apesar da cara das coisas mudarem, não é tão rapidamente perceptível... levo tempo e, às vezes, um pouco mais ainda de tempo para ver.

Mas... apesar de toda a minha peculiar e particular demora para ver... eu vi.

é... realmente, caríssimo, algo realmente mudou...

Vai saber porque as coisas são assim... né? mas sabe que até as unhas do pé eu pintei ?! ... e de vermelho!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Namorico

Entre links e páginas da net que visitei hoje, acabei tropeçando num fragmento do texto "Ser ou não ser de ninguém" - que segundo o site O pensador é de Jabor - que me colocou diante de um venho pensamento... por que a "minha" juventude é tão contraditória?

Foto: Henrie-Cartier Bresson
Ao mesmo tempo que quer descontruir conceitos pré-estabelecidos se libertando dos títulos sociais, como namorados, por exemplo, continuam romantizando e se sentindo solitários e vazios. As moças continuam sonhando com o príncipe encantado que é educado e vai lhe dar o beijo de amor, lhe levar para o altar e lhe proporcionar o merecido "felizes para sempre"... já os rapazes, por sua vez, continuam classificando as moças entre "pra casar" e "pra pegar". No fim todos continuam, mesmo que digam o contrário, buscando alguém com quem compartilhar momentos... estes felizes ou não.

Tenho alguns amigos e amigas que de vez em sempre ao fim de um "relacionamento" dizem - Chega! Estou cansado desses namoricos. No começo até que é legal, mas sempre falta alguma cosia". 
Sim, falta, claro... falta o romance. É por ele que o coração humano clama. Depois do começo legal chega o momento de descobrir um ao outro, e vem o carinho, o afeto, o respeito e o quem é o outro... e o problema dos namoricos está em terminarem, justamente, nesta fatídica hora. Esse é o ponto principal, essa é a barreira, o limite imposto pela fluidez dos casos, não há tempo para se conhecer. É um "Oi", depois o beijo, alguns beijos mais, alguns amaços e bye bye! - talvez eu te ligue amanhã, mas sabe como é,  "a fila tem que andar"; é muita gente no mundo para conhecer... muitas "experiências" para trocar.

Em suma todos querem ser e ter alguém e buscam desesperadamente pelo tal alguém, porém, se permitem levar pelo comportamento geral por medo de sofrer, ou até por medo de ser "diferente"... e às vezes até passam pelo tal alguém, mas não se dão tempo de descobrir... e a busca acaba se tornando infinita.



SER OU NÃO SER DE NINGUÉM

Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: "... eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também..."
No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. 
Beijar na boca é bom? Claro que é! 
Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas

animadíssimas é legal? Evidente que sim.


Mas por que reclamam depois? >>

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os maus também são legais

Exceto por Toy Story 3 da Pixar, as principais animações lançadas em  2010 trouxeram como temática uma desconstrução da vilania. 

A estréia do estúdio Universal no setor foi com "Meu malvado favorito". A história de Gru, que quando garoto queria ser astronauta, mas que acabou virando vilão e agora vê seu reinado ameaçado por Vector, que roubou a Pirâmide de Gizé e a substitui por uma réplica inflável. E para não entregar seu cargo de bandeja ele planeja praticar o maior roubo da história da humanidade, afanar a Lua. Mas a vida de Gru fica ainda mais complicada com o aparecimento de três garotinhas órfãs que enxergam nele um pai em potencial. Lançado em setembro, o filme levou muitos pontos positivos da crítica

Iniciando as férias de dezembro a Dream Work traz Megamente
Um extraterrestre que acidentalmente ao chegar na Terra acaba caindo, acidentalmente, numa penitenciária Megamente torna-se um super vilão e seu maior desejo era eliminar, seu desafeto de infância, Metro Man e tornar-se o dono da cidade de Metro City. Bolando um dos seus maléficos e desastrosos planos ele seqüestra a repórter Rosane Rocha para atrair o arqui-inimigo e consegue dar sumiço no herói. O que ele não imaginou é que sem o rival sua vida viraria um tédio. A coisa fica tão feia que ele se vê obrigado a criar um novo herói só para ter com quem lutar, porém, ele perde o controle das coisas e precisa escolher entre o bem e o mal.

Ambos os vilões tem uma história de desilusões ainda enquanto crianças. E apesar de optarem pelo lado do mal ainda  guardam bons sentimentos. Os filmes deixam a mensagem que mesmo os maus, se quiserem, podem ser bons.

Vale muito a pena conferir os dois filmes... efeitos, sonorização e um ótimo humor.

confira os trailers: 

MEGAMENTE


MEU MALVADO FAVORITO


Veja a crítica sobre MEGAMENTE e MEU MALVADO FAVORITO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

arianidade

e lá vem o clichezaço! "mais um ano que termina"... blá, blá, blá.

não, não, a questão não é o balanço anual, não ainda. sei que o ano termina e começa outra vez... mas o que não me larga o pensamento nos últimos dias é a atividade cerebral agigantada. Idéias, muitas, muitas delas e vontadeS de  escrever coisaS, mas meu semestre ainda não teve o fim esperado e não dá... tenho que estudar, ainda tenho provas a fazer e sinto um frenesi desconcertante, porque, simplesmente, não tenho tempo de pôr tudo no papel. 

Mas hoje gritou dentro de minha cabeça a existência do outro eu em mim... o que se impõem e me ajuda a me explicar em completude... o que existe formatado pelas características exotéricas. E hoje esteve a tentar me explicar que não consigo ficar parada e que o que me é imposto não me satisfaz, não me dá prazer e acaba ficando feito pela metade, ou, pelo menos, não tão bem feito quanto eu poderia fazê-lo, já que a obrigatoriedade dos afazeres não permitem que me associe a outras coisas que me ajudariam a gozar da felicidade. 

Abril está a menos de quatro meses e o inferno astral sopra uma brisa leve e me lembra que daqui a pouco estarei mais velha... para além do acúmulo de conhecimento e murros em pontas de facas nos meus não amadurecimentos, estive pensando em como, por vezes, me percebo sendo um tanto quanto intransigente comigo e com os outros, inconseqüente com afins obrigatórios e nada prazerosos, estabanada, distraída com o que parece ser óbvio para outros e quando me vêem esse pensamentos, um outro sobressai... " eu sou ariana!" E isso me lembra Cazu...

"Sou ariano. E ariano não pede licença, entra, arromba a porta. Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho." Cazuza

Li em algum lugar uma vez que áries é a primeira respiração... que é a representação de uma criança descobrindo a vida. E não existe descoberta sem impulso, sem ousadia, sem quebra de barreiras e paradigmas. E hoje com esse pensamento latente fui buscar algo que me dissesse mais sobre essa idéia ariana de vida. Li um texto muito legal no site Tá Falado sobre Cazuza, Russo e, o poeta frances, Baudelaire. 

Arianos são sim sujeitos egoístas, imediatistas e tudo o mais... não tenho filtro entre a cabeça e a boca, não sei medir palavras ou manipular situações, apesar de pensar rápido para sair de constrangimentos e pequenos infortúnios, mas isso não me torna uma contador de estórias, até porque, é praticamente impossível que exista um ariano dissimulado, porque a verdade se cospe de dentro da gente... somos sim línguas frouxas.

Li, também, algo sobre arianos terem a figura paterna como exemplos e lembrei que, realmente, o meu desafio de vida sempre foi ser como ele e, em muitos momentos, superá-lo, para satisfazer a minha briga interna do "ele é bom, mas eu posso ser melhor"... nada pessoal, só estímulo e luta.

Não gosto de concordar que arianos são escrotos, não acho que as coisas são feitas em prol do mal pelo mal, é apenas defesa, e assim sendo digo, sou sim muito ácida. Não faço pensando em ferir, tento até não fazer quando dá tempo de pensar nos efeitos (o que não é muito comum), mas é que rola uma agonia para não deixar barato, é o simples "bateu, levou", coisa de gente de pavio curto... depois de devolvido pronto, já não lembro mais... o problema é que quando se faz isso com outras pessoas, porque, contrariamente à minha falha memória, há muita gente eximia em acumular rancor e esperar o prato esfriar para comer.

Esse ano está sendo legal afinal, ainda não acabou... o problema é apenas a batalha que se estendeu do ano passado e que ainda travo entre mim e a minha percepção de mundo. Difícil se fazer entender que o mundo não é como dentro do meu conto de fadas e que seres humanos, mesmo os que elegemos para super heróis, são falhos... e aceitar isso têm sido um dos maiores problemas... porque crescer é doloroso, é cruel e enigmático... é escuro e tenso... e é um exercício que nos acompanha durante toda a vida, mas talvez para isso os arianos levem vantagem, já que somos a criança a descobrir o mundo, e isso é bom, mesmo que doa às vezes.

Fica a dica: em Tá Falado o texto sobre os mais malditos arianos já lidos!

hasta luego =) 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

amar é...

amar é ferver
é poder
é sentir
é deliciar
é envolver
é cativar
é saborear
é deleitar
é viver

Amar é permitir-se e também permitir-lhe
Amar vai além do querer e jamais se aproximará do ter

O amor sente-se com a língua, com as mãos... o amor é olfativo, auditivo, mas nunca ocular.
O amor se dá e se completa com todos os sentidos exceto com a visão
O amor enxerga apenas sombras e borrões... nunca linhas perfeitas... para que nunca corra o risco de ver diante de si, nítida, a imperfeição.

Ser amado é não ser genuinamente reflexo de si mesmo.
Ser amado é idéia de si, mas não o "si" completo... Pois a completude está na complexidade do amor de quem ama.

O amor é...
convexo
contento
contínuo
complexo
completo

O amor é sublime e jamais reprime,
mas comprime o peito de quem ama à falta mínima, ínfima... pois, com a falta alia-se à saudade, amiga-irmã a quem dá os braço ao caminhar.

O amor é como uma história ou canção de ninar... acalma, faz sorrir, guarda sempre um pouco para depois... e nunca, nunca tem fim.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um Sábado Qualquer - Raul